Ação conjunta entre GAECO, Polícia Civil e Corregedoria da Policia Militar desencadeou a Operação Ponto Cego nesta sexta-feira (27) e envolveu diversas cidades do Oeste do Paraná em razão do domicílio dos alvos e local de trabalho dos policiais envolvidos e investigados.
Prisão de Policiais Militares e Mandado de busca:
As Medidas judiciais foram determinadas pela Vara Criminal de Matelândia baseadas no Inquérito Policial que apura a morte de Sandro Carlos da Rocha, morador da cidade de Céu Azul, policial civil aposentado. São elas:
1)Prisões Temporárias
Cumpridos Mandados de prisão temporária contra os dois policiais militares que abordaram Sandro Carlos da Rocha, alvejado com um tiro de fuzil, na nuca. A princípio a prisão é temporária (30 dias), podendo ser decretada a qualquer momento, a Prisão Preventiva que não tem prazo de duração.
Os demais policiais envolvidos foram afastados da instituição militar pela Corregedoria da PMPR e estão sob investigação.
2)Busca e Apreensão
Foram cumpridos Mandados de busca e apreensão para coletar provas que auxiliem na investigação de Crimes contra a vida e Crimes contra a Administração pública.
Foco do Inquérito:
O Inquérito policial apura possível crime de Homicídio Qualificado e de acordo com a entrevista coletiva concedida pelo Promotor de Justiça Tiago Lisboa Mendonça, há indícios de que a morte de Sandro Carlos da Rocha não tenha ocorrido em legítima defesa dos agentes militares, conforme alegado.
Outros crimes sendo apurados:
- Fraude Processual: A tese de que os policiais alteraram a cena do crime está sendo amplamente investigada.
- Falsidade Ideológica: Possível manipulação de relatórios e documentos oficiais sobre a ocorrência.
- Supressão de Provas: Investigação sobre a retirada do interior de uma residência de um aparelho de gravação digital de vídeo (DVR) com imagens que registraram a ação policial.
A operação contou com o apoio da Polícia Civil (PCPR) e Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná (PMPR), representada pelo Major Edson Dal Pozzo do 14º BPM/Foz, que firmou colaboração com as autoridades para reprimir condutas indevidas de seus integrantes, tanto que os envolvidos foram afastados da função policial.