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PRISÃO

Policiais Militares foram presos durante a Operação Ponto Cego

Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - GAECO, Núcleo Foz do Iguaçu apura a morte de Sandro Carlos da Rocha, morador de Céu Azul

Publicado em 28/03/2026 às 16:24
Atualizado em

Ação conjunta entre GAECO, Polícia Civil e Corregedoria da Policia Militar desencadeou a Operação Ponto Cego nesta sexta-feira (27) e envolveu diversas cidades do Oeste do Paraná em razão do domicílio dos alvos e local de trabalho dos policiais envolvidos e investigados.

Prisão de Policiais Militares e Mandado de busca:

As Medidas judiciais foram determinadas pela Vara Criminal de Matelândia baseadas no Inquérito Policial que apura a morte de Sandro Carlos da Rocha, morador da cidade de Céu Azul, policial civil aposentado. São elas:

1)Prisões Temporárias

Cumpridos Mandados de prisão temporária contra os dois policiais militares que abordaram Sandro Carlos da Rocha, alvejado com um tiro de fuzil, na nuca. A princípio a prisão é temporária (30 dias), podendo ser decretada a qualquer momento, a Prisão Preventiva que não tem prazo de duração.

Os demais policiais envolvidos foram afastados da instituição militar pela Corregedoria da PMPR e estão sob investigação.

2)Busca e Apreensão

Foram cumpridos Mandados de busca e apreensão para coletar provas que auxiliem na investigação de Crimes contra a vida e Crimes contra a Administração pública.

Foco do Inquérito:

O Inquérito policial apura possível crime de Homicídio Qualificado e de acordo com a entrevista coletiva concedida pelo Promotor de Justiça Tiago Lisboa Mendonça, há indícios de que a morte de Sandro Carlos da Rocha não tenha ocorrido em legítima defesa dos agentes militares, conforme alegado.

Outros crimes sendo apurados:

  • Fraude Processual: A tese de que os policiais alteraram a cena do crime está sendo amplamente investigada.
  • Falsidade Ideológica: Possível manipulação de relatórios e documentos oficiais sobre a ocorrência.
  • Supressão de Provas: Investigação sobre a retirada do interior de uma residência de um aparelho de gravação digital de vídeo (DVR) com imagens que registraram a ação policial.

A operação contou com o apoio da Polícia Civil (PCPR) e Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná (PMPR), representada pelo Major Edson Dal Pozzo do 14º BPM/Foz, que firmou colaboração com as autoridades para reprimir condutas indevidas de seus integrantes, tanto que os envolvidos foram afastados da função policial. 

Assista parte da Coletiva:



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